sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Jantar no Meu Cantinho, São José, SC

2010.01241927O1 — 18.097 D.V.



Na noite de sexta-feira, 22 de janeiro, por ocasião de nossa estada em Floripa para participar dos colóquios do universo ficcional Taikodom, após uma jornada árdua de trabalho no auditório da sede da Hoplon Infotainment, à noite saímos para jantar num restaurante especializado em carnes, o Meu Cantinho.

Após uma breve passada pelo Mercure, onde eu e Giseli Ramos fizemos nossos check-ins, por volta das 21:00h o casal Roctavio de Castro e Sandra passou no hotel de carro para nos buscar para jantar.

O restaurante Meu Cantinho situa-se fora da Ilha de Santa Catarina, numa cidade geminada a Florianópolis chamada São José.


Giseli Ramos e Romeu Martins

Quando chegamos no Meu Cantinho, Ivan, sua esposa Carol e Romeu Martins já nos aguardavam. Entre cumprimentos iniciais, tomamos batidas de cortesia (a minha foi de limão com canela) e nos dirigimos à nossa mesa, uma simpática távola redonda. O estabelecimento é especializado em carnes vermelhas à la carte. Após alguma hesitação ante a abundância suculenta das fotos expostas no cardápio, eu e Giseli dividimos uma picanha fatiada bem passada, ao passo que à minha esquerda Roctavio e Sandra dividiam uma costela de vaca e à minha direita, Romeu escolheu sabiamente um baby beef. Para beber pedi um Joaquim 2006 Cabernet Sauvignon-Merlot da Vila Francione, vinícola catarinense de São Joaquim onde meu ex-professor Alencar trabalha como vinicultor. Apesar do preço algo salgado, o tinto estava com um bouquet complexo e um sabor delicioso. Boa escolha! Assim fiquei conhecendo um tinto dessa vinícola-boutique. Dividi o vinho irmamente com Giseli: eu de irmão grande, ela de irmã pequena. Sandra cogitou seriamente nos acompanhar no vinho, mas acabou cedendo à pressão popular de Roctavio e Romeu e se mantendo na cerveja.


Ivan & Carol
As carnes estavam maravilhosas e os papos mais ainda. A pedido de Romeu, contei aos presentes detalhes picantes da criação de minha personagem mais célebre, meu pseudônimo feminino “Carla Cristina Pereira”. Falei-lhes também do meu hábito de escrever crônicas e penalizei todos os presentes com a narrativa do triste fim de meus cadernos de diário. Falamos também de membros ausentes do fandom (como sempre!). Roctavio considerou haver pontos pertinentes em algumas das críticas negativas escritas sobre o Taikodom: Eterno Retorno. Então me pediu para comentar sobre a parte negativa da crítica do Antônio Luiz a meu romance Xochiquetzal, uma Princesa Asteca entre os Incas, publicado na Carta Capital. Falei que, embora pertinentes, para que o trabalho citado saísse do jeito que o Antônio desejava, teria que ser maior a ponto de inviabilizar sua publicação, pelo menos na data presente.



GL-R e Roctavio de Castro, autor de Taikodom: Eterno Retorno

Durante este ágape, Mila me ligou para combinar que fizéssemos o colóquio do dia seguinte na casa dela e do Tarq, encarregando-se de avisar ao Beraldo, ao Dido e ao motorista Júlio, que nos conduziria na manhã seguinte do Mercure não mais à sede da Hoplon, mas sim para o lar do casal.

A pedido de Romeu, descrevi com algum detalhe o universo ficcional e a trama de meu romance de ficção científica hard A Guardiã da Memória, que deverá ser publicado pela Draco ainda este ano. Expliquei, inclusive, o conceito crucial de guardião da memória para a espécie dos renatos.

Conversei com Romeu sobre seu recente interesse pelo subgênero steampunk e ele confirmou que começou a se interessar quando surgiu o convite para participar da antologia homônima editada pela Tarja. Além de ter participado dessa iniciativa, ele criou um blog sobre o assunto. Aproveitei o ensejo para elogiar seu trabalho na antologia, afirmando que era um dos três melhores, ao lado dos de autoria de Roberto de Sousa Causo e Antônio Luiz da Costa. Também critiquei o trabalho do Antônio por misturar o século XVIII do Marquês de Pombal com o século XIX de Machado de Assis. Claro que o autor sempre poderá alegar que o Marquês de Pombal que se tornou vice-rei no Império dessa linha histórica alternativa não é o mesmo que coordenou a reconstrução de Lisboa como primeiro-ministro. Aliás, esse é o segundo tipo de alegação que mais se ouve nas oficinas literárias do gênero...

Um assunto que suscitou interesse inesperado, sobretudo entre Sandra e Carol, foi o de minha breve carreira militar-naval de seis anos na MB. Contei-lhes dos meus embarques e de minha experiência como gerente da Divisão de Controle de Qualidade do Centro de Eletrônica da Marinha.

Infelizmente, tudo que é bom acaba. Houve uma hora em que tivemos que pedir a conta. Não antes, contudo, de tomar uma dose de Cointreau, prazer no qual iniciei minha amiga Giseli. Quitada a conta, Roctavio & Sandra nos deram carona até o Mercure. Durante a viagem, Giseli já pegou no sono, enquanto eu, Roctavio e Sandra papeávamos sobre ficção fantástica erótica, o que culminou em minha narrativa resumida do conto “Para Agradar Amanda”, que prometi lhes mandar por e-mail.

De volta ao Mercure por volta das 02:00h da manhã de sábado, subimos aos nossos quartos pelo elevador com vista panorâmica para dormir o sono dos justos.



Florianópolis, 22 de janeiro de 2010 (sexta-feira).

2 comentários:

  1. Como você mesmo escreveu, tudo o que é bom, acaba. Esperamos mais visitas!

    Abraços

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